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O Retorno dos Exilados da Rua Principal

24/05/2010

Essa semana, recebi em minha casa a revista Guitar World americana, com a foto de um jovem Keith Richards na capa. A matéria principal da revista é referente ao relançamento do álbum Exile on Main Street, de 1972, considerada a obra prima dos Stones, e para alguns, o disco divisor de águas no rock. Na matéria o próprio Keith Richards fala sobre as gravações, as situações as festas, drogas e tudo mais que rolou na mansão Nellcôte, na Riviera francesa, que na época era a residência do guitarrista. O maior passo numa nova direção em relação à produção fonográfica da época, foi o fato de ter sido inteiramente gravado fora de um estúdio de cinema ou de uma gravadora, o que causou certo trabalho para todos da equipe dos Stones, principalmente para os engenheiros de som. Esse disco é também o primeiro disco gravado sob o selo criado pela própria banda, Rolling Stones Records (a exemplo, os Beatles haviam criado poucos anos antes a Apple Records).

A nova edição de Exile On Main St. tem 2 versões, a simples com as 18 músicas remasterizadas além das faixas bônus, com adição de “corpo” em algumas músicas, como o violão em “Happy”, tocado e retocado pelo próprio Keith Richards, takes alternativos de Loving Cup, e algumas inéditas, como “Dancing in The Light”, “plundered My Soul” e “Pass The Wine”. Na versão de Deluxe (que são sempre as edições extorcivamente caras e difíceis de achar por aqui), além do cd com as faixas bônus o principal componente são os dois discos de vinil com as canções retrabalhadas, um DVD com o making of do álbum original e do relançamento, e um livro de 50 páginas com fotos exclusivas da banda, tiradas no período das gravações do disco.

Pelo visto a onda de relançar grandes álbuns remasterizados está se mostrando uma ótima forma que as gravadoras encontraram para driblar a questão da midia digital superdifundida, que ameaça (há controversias…) a sobrevivência das empresas fonográficas. Essa história de tirar os esqueletos do armário, tirar a poeira e remontar, parece ter pegado osaudiófilos pelo gancho mór: quem gosta mesmo de música, gosta de ter o conteúdo original, fidedigno ao que o artista produziu. e mais próximo do que reviver a produção de LPs com pesos e tamanhos idênticos aos de época, só tendo ido ao show da banda em questão. Porém, da mesma forma que era um absurdo pagar 60 reais num cd dos Mamonas Assassinas no início da década de 90, ainda é uma facada pagar 200 reais em um disco de Vinil do Ray Charles, pois independente da qualidade do conteúdo ou de som do disco, dinheiro ainda é dinheiro!

Para Por no Som, com cuidado para a agulha não arrastar na bolacha, Loving Cup, The Rolling Stones

por Leonardo Rodrigues

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