Archive for junho \02\UTC 2010

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Novo Canal PornoSom no Youtube!

02/06/2010

Procurando pelo Youtube, me deparei com trechos da gravação do programa MTV Debate de 2009, sobre a questão do direito autoral na música, cópia e download e trâmites legais do assunto. Decidi reunir os trechos, e disponibilizá-los no novo canal do Blog!

– http://www.youtube.com/user/PornosomBlog –

O canal reune vídeos de assuntos já tratados por aqui, além de tudo mais que encontrarmos de interessante no mundo da música, para ser comentado por aqui. Destaco entre os vídeos já presentes, as matérias sobre a última fábrica de vinil da américa latina, em Belford Roxo, RJ.

Felizmente, nessa busca de vídeos e músicas quase constante nos dias dos 3 integrantes do blog, nos deparamos com uma matéria sobre uma ação do governo em prol da proteção da memória cultural nacional. A partir do início desse ano todo CD ou DVD produzido em território brasileiro, deve ter uma cópia encaminhada da fábrica direto para a biblioteca nacional, para ser mantida de maneira vitalícia, assim como os livros da coroa portuguesa, 1ªs edições de obras de Machado de Assis, Jorge Amado e outros. Esses exemplares, passam a ser considerados parte do Tesouro Nacional. Nunca o Parangolé ficou tão próximo de Guimarães Rosa!

Para Por no Som, ZZ Top tocando La Grange:

por Leonardo Rodrigues

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Sucesso de público e crítica ?

02/06/2010

Algo que acontece na indústria musical em vários países e inclusive por aqui é o fato de grande parte das músicas que figuram entre os top 10 das rádios e tv’s quase nunca serem as mesmas escolhidas como as melhores do ano pelos especialistas do assunto. A impressão é que existem duas vias, de sucesso e qualidade, que estão sempre longe de encontrar um cruzamento que leve a perfeição.

Dificilmente uma banda consegue agradar a massa e os críticos ao mesmo tempo, basta procurar aquelas seções onde os discos são avaliados e notar que os artistas capazes de esgotar ingressos em horas ou até minutos ,na maioria das vezes recebem no máximo um ‘Bom’ ou duas estrelas e meia por parte do jornalista. Mas qual a explicação pra isso? 

Longe de querer definir quem é bom ou ruim no cenário atual, escolhi três nomes do rock gringo que são desconhecidos do grande público brasileiro e são exemplos desse caso. Mesmo pra quem gosta do pop e rock cantado em inglês, PJ Harvey, The Subways e Death Cab For Cutie não são nomes muito íntimos, mas os três costumam ser chamados para os grandes festivais do verão europeu e americano e ao mesmo tempo recebem críticas positivas a cada novo álbum lançado. Por outro lado, seus discos não estão entre os mais vendidos e seus singles raramente alcançam a lista das mais tocadas, mesmo em seus países de origem.

Em relação ao desconhecimento da maioria brasileira, as gravadoras desses artistas têm um certa culpa , já que o  trabalho de divulgação em países fora do eixo América do Norte – Europa é quase inexistente, ou então para não correr riscos e garantir lucro o foco se concentra nos nomes consolidados do rock ou naqueles artistas capazes de lançar músicas pop/ dançantes/ chicletes.

Para alguns a massa é burra e não sabe distinguir música boa e música feita com má qualidade.Outros, acreditam que a maioria das pessoas consome música com o único intuito de se divertir e assim, naturalmente elas não dão atenção a forma como os instrumentos, a voz, letra ou melodia foram escolhidos e trabalhados pelos músicos. Para essas, o que importa é  a sensação que a música transmite quando toca, isso já basta para definir se uma música é boa ou ruim.

Fato é que o assunto gera discussões, inclusive aqui no Por no som algo próximo a essa questão foi abordado pelo parceiro de blog, Leonardo Rodrigues. Em seu post Fale bem ou fale mal, mas fale de mim, o Léo lembra do significado que as músicas das décadas de nossos pais e tios tem para eles e o que a geração atual terá para lembrar daqui a vinte anos, ao ouvir os clássicos dos anos 2000. A dúvida fica no ar: será que algo produzido nos últimos tempos irá marcar na lembrança de um coletivo ou se limitará a memórias individuais? Fato é que a responsabilidade está na mão e voz dos músicos e nos ouvidos de quem ouve o que eles tem a dizer, nós!

Para Por no Som, Strawberry Blonde com The Subways:

Por Diego Menezes