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Sucesso de público e crítica ?

02/06/2010

Algo que acontece na indústria musical em vários países e inclusive por aqui é o fato de grande parte das músicas que figuram entre os top 10 das rádios e tv’s quase nunca serem as mesmas escolhidas como as melhores do ano pelos especialistas do assunto. A impressão é que existem duas vias, de sucesso e qualidade, que estão sempre longe de encontrar um cruzamento que leve a perfeição.

Dificilmente uma banda consegue agradar a massa e os críticos ao mesmo tempo, basta procurar aquelas seções onde os discos são avaliados e notar que os artistas capazes de esgotar ingressos em horas ou até minutos ,na maioria das vezes recebem no máximo um ‘Bom’ ou duas estrelas e meia por parte do jornalista. Mas qual a explicação pra isso? 

Longe de querer definir quem é bom ou ruim no cenário atual, escolhi três nomes do rock gringo que são desconhecidos do grande público brasileiro e são exemplos desse caso. Mesmo pra quem gosta do pop e rock cantado em inglês, PJ Harvey, The Subways e Death Cab For Cutie não são nomes muito íntimos, mas os três costumam ser chamados para os grandes festivais do verão europeu e americano e ao mesmo tempo recebem críticas positivas a cada novo álbum lançado. Por outro lado, seus discos não estão entre os mais vendidos e seus singles raramente alcançam a lista das mais tocadas, mesmo em seus países de origem.

Em relação ao desconhecimento da maioria brasileira, as gravadoras desses artistas têm um certa culpa , já que o  trabalho de divulgação em países fora do eixo América do Norte – Europa é quase inexistente, ou então para não correr riscos e garantir lucro o foco se concentra nos nomes consolidados do rock ou naqueles artistas capazes de lançar músicas pop/ dançantes/ chicletes.

Para alguns a massa é burra e não sabe distinguir música boa e música feita com má qualidade.Outros, acreditam que a maioria das pessoas consome música com o único intuito de se divertir e assim, naturalmente elas não dão atenção a forma como os instrumentos, a voz, letra ou melodia foram escolhidos e trabalhados pelos músicos. Para essas, o que importa é  a sensação que a música transmite quando toca, isso já basta para definir se uma música é boa ou ruim.

Fato é que o assunto gera discussões, inclusive aqui no Por no som algo próximo a essa questão foi abordado pelo parceiro de blog, Leonardo Rodrigues. Em seu post Fale bem ou fale mal, mas fale de mim, o Léo lembra do significado que as músicas das décadas de nossos pais e tios tem para eles e o que a geração atual terá para lembrar daqui a vinte anos, ao ouvir os clássicos dos anos 2000. A dúvida fica no ar: será que algo produzido nos últimos tempos irá marcar na lembrança de um coletivo ou se limitará a memórias individuais? Fato é que a responsabilidade está na mão e voz dos músicos e nos ouvidos de quem ouve o que eles tem a dizer, nós!

Para Por no Som, Strawberry Blonde com The Subways:

Por Diego Menezes

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One comment

  1. essa discussão vai longe… haha
    só sei que acho muito, muito injusto mesmo, artitas com talento e criatividade não terem o seu merecido reconhecimento. A cada dia surgem “músicas” que me fazem parar e pensar que o que tá ruim ainda pode piorar!

    O que resta é torcer para que um dia a popularidade encontre a sua devida qualidade musical!
    Muito bom o post, e um ótimo som da The Subways!

    =)



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